No Brasil cerca de 32% da população é hipertensa. Esta condição aumenta consideravelmente o risco de doenças graves como o infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal crônica, entre outras.

 

Uma condição especial para a hipertensão é a gestação. Neste período existem diversos fatores associados as necessidades de acompanhamento das gestantes. A pressão arterial deve ser medida em todas as consultas do pré-natal.

 

Em mulheres já hipertensas devemos ter um acompanhamento com um cardiologista antes do início da gestação, para poder tomar medidas para um controle mais intenso da pressão arterial, caso necessário, discutir a medicação mais segura para esta época, tipo de atividade física e alimentação.

 

 

No caso de gestantes sem doenças pré-existentes, devemos medir a pressão arterial em todas as consultas. Caso esta esteja acima de 140x90mmHG, deve-se iniciar um acompanhamento com um cardiologista para avaliar a necessidade de mudanças de medidas comportamentais e a necessidade do início de medicação.

 

Na gestação a hipertensão é classificada como: Pré-eclâmpsia, Eclampsia, Pré-eclâmpsia superposta a hipertensão crônica e Hipertensão gestacional.

 

Pré-eclâmpsia – Hipertensão e proteinúria (perda de proteína na urina) após a 20ª semana de gestação, em mulheres não hipertensas.

Eclâmpsia – Pré-eclâmpsia associado a convulsões.

Pré-eclâmpsia superposta a hipertensão crônica – Aumento agudo da pressão arterial, associado a perda de proteína na urina, queda das plaquetas no sangue ou alterações na função do fígado em gestantes já sabidamente hipertensas, com idade gestacional acima de 20 semanas

Hipertensão gestacional – Detecção da hipertensão após a 20ª semana de gravidez sem perda de proteína na urina.

 

Em todas as condições citadas acima o não controle adequado pode levar ao sofrimento fetal e riscos de morte para as mães assim como para os bebes.

 

A ocorrência de uma destas situações em uma gestação aumenta o risco de ocorrer novamente em uma segunda gravidez.

 

Medidas como atividade física de leve a moderada intensidade sem impacto, como caminhadas, hidroginástica, natação, quando não contraindicados pelo obstetra, são benéficas para a gestante e diminuem o risco de desenvolvimento de hipertensão na gravidez. Outra medida favorável é evitar o consumo excessivo de sal, alimentos gordurosos, enlatados e embutidos. O consumo de álcool e tabaco são contraindicados na gravidez. Antes do uso de qualquer medicação consulte o seu médico.

 

O não controle da hipertensão durante a gravidez pode levar a desfechos devastadores na saúde da gestante e do bebe. O correto acompanhamento com seu ginecologista/obstetra e cardiologista, a permitirá ter uma gestação saudável e uma vida plena, podendo aproveitar sua gravidez e todos os prazeres que ela te proporcionará.

 

 

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