Empatia na Maternidade - Desabafo Mãe Amiga

 Minha experiência que gostaria de relatar, fala da falta de empatia na maternidade.  Fico impressionada com as mulheres que também são mães e a pouca capacidade de se colocar no lugar da outra.  Eu estava grávida da minha mais nova, beirando um barrigão de uns 7 meses e resolvi levar o mais velho, na época com uns 2 anos para o teatro.  Quis aproveitar os poucos momentos de filho "único".  A fila do teatro fica exatamente em frente a um destes parquinhos de shopping que devem ter alguma substância que causa uma certa dependência em crianças.  Ao chegar ele quis ir ao parque.  Conversei que poderíamo

 

s fazer depois do teatro, pois já tínhamos combinado isso antes de sair de casa.  Ele começou a relutar e fazer uma pirraça (que me recorde foi a única) na frente da bilheteria.  Uma fila imensa a espera da abertura da sala.  A maior parte da fila composta por babás devidamente uniformizadas - look branco básico - e mulheres que pariram suas crias em saltos agulha e impecavelmente maquiadas.  Todas as mulheres, sem exceção, com olhos de reprovação para o meu filho e para mim.  Como se aquela cena fosse algo fora do normal.  Estava constrangida e ao mesmo tempo irritada com tal olhos reprovadores quando resolvi dar uma de doida.

 

Em um tom um pouco mais alto, falei que havia estacionado minha nave espacial no estacionamento, porque Marte, planeta onde moro, ainda não tinha teatro.  Éramos E.T. e comecei a explicar o que significava aquela cena de pirraça, comuns entre as crianças.  Emendei ainda que diante do salto agulha e olhos reprovadores havia ali mulheres parideiras que não eram mães.  Porque ser mães de mídias sociais ou no porta retrato na mesa de trabalho é mole.  Queria ver um dia que uma das folguistas faltassem ou um dia não ter mais condição de manter tal ajuda como seria.  Falei baixinho no ouvido de uma delas.  "Ela não está acostumada, porque é você quem lida com isso no dia a dia rotineiro da criança, não é mesmo?" E todas as babás me olharam com empatia.  

Sempre quando vejo tal cena, eu chego perto e comento.  Criança é assim mesmo, só muda o endereço.  Porque no fundo, eles todos, pelo menos uma vez, testam o limite e isso é super sadio.  Eles querem saber até onde podem ir.  Errado seria se a gente não delimitasse este espaço e deixasse fazer o que quer, algo que as do salto agulha costumam fazer: laissez faire laissez passer e as babás que segurem as pontas.

* Texto escrito pela mãe amiga Fabiana Leite, participante do nosso grupo Mães Amigas de Niterói.

 

Quer enviar um texto também? Manda email pra gente: contato@maesamigasdeniteroi.com.br

 

 

 

Please reload

Posts Em Destaque

Mulher Maravilha: Os superpoderes da mulher atual.

July 17, 2017

1/1
Please reload

Posts Recentes

October 16, 2017

August 4, 2017

July 5, 2017

January 4, 2017

Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

Copyright 2016 by Mães Unidas de Niterói

Todos os direitos reservados

  • Facebook
  • Instagram