7 cuidados que as mulheres devem ter antes de engravidar

Planejar a gravidez é um ato de amor!
 

É bem verdade que, às vezes, a gravidez nos pega de surpresa; mas sempre que for possível planejar, alguns cuidados podem evitar problemas e tornar a gravidez um momento mais saudável e consequentemente ainda mais prazeroso.

 

 Vejamos alguns cuidados que podem beneficiar tanto a mamãe, quanto o bebê.

 

  1. Ácido fólico

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B (B9), encontrada em vegetais verde-escuros, como a couve e o espinafre, nos aspargos, no brócolis, nas frutas cítricas, nos feijões, ervilhas e lentilhas, no abacate, no quiabo e nas sementes e nozes. A deficiência dessa vitamina pode causar alterações do tubo neural do bebê, levando a malformações como a anencefalia e a espinha bífida. O fechamento do tubo neural acontece bem no início da gravidez, por volta da 4a semana, ou seja, as vezes antes mesmo da mulher saber que está grávida; por isso a importância da prevenção. Vários estudos mostraram que a suplementação de ácido fólico, de 3 meses há 1 ano antes da gravidez, previne em mais da metade a ocorrência dessas alterações. Dessa forma, recomenda-se que as futuras mamães tenham uma dieta rica nesses alimentos, e até mesmo façam suplementação oral em baixas doses.

 

  1. Medicamentos, álcool, fumo e cafeína

Bem, vamos por partes:

- Algumas medicações são sabidamente contra-indicadas na gravidez. Por isso, se a mulher faz uso de alguma medicação regular, é importante consultar o médico sobre sua segurança na gestação. Muitas vezes é possível fazer trocas, e em alguns casos pode ser indicado a interrupção definitiva. Antes de usar qualquer medicamento nesse período, consulte seu médico;

- Álcool: Se formos seguir à risca as recomendações da literatura e do Ministério da Saúde, a gestante não deve ingerir nada de álcool durante a gravidez, e há quem recomende parar a ingestão mesmo antes de engravidar. A verdade é que se desconhece qual seria a dose e a quantidade de álcool considerados seguros na gravidez, já que cada organismo metaboliza o álcool de forma diferente, e a passagem para o feto e sua repercussão podem variar de acordo a idade gestacional e outros fatores individuais. O que se sabe, de fato, é que, gestantes que consomem bebidas alcóolicas regularmente apresentam maior risco de ter bebês com problemas de fala e linguagem, de concentração e de hiperatividade, podendo chegar a desenvolver a Síndrome Alcóolica Fetal, que cursa com atraso no desenvolvimento tanto físico como mental, comprometimento de crescimento e distúrbios de comportamento, e pode apresentar ainda malformações cardíacas e na face. Por isso, via de regra, gravidez e álcool não combinam, mas o bom senso e a orientação do médico sempre conduzirão a uma boa solução.

- Fumo: Ao contrário do álcool, os danos causados pelo cigarro e pela nicotina são diversos e estão muito bem estabelecidos: há risco aumentado de aborto (principalmente durante os primeiros 3 meses de gravidez), de malformações, de descolamento prematuro de placenta e de ruptura precoce da bolsa. Há maior risco do bebê nascer prematuro ou com baixo peso e por conta disso, o bebê tem maior chance de morte súbita nos primeiros três meses após o nascimento. Há também maior risco do bebê desenvolver alergias e infecções respiratórias após o nascimento. A nicotina no organismo causa liberação de substâncias, que agem sobre o coração, causando um aumento da freqüência cardíaca, interferindo na agregação plaquetária e nos fatores de coagulação. Um dos efeitos mais importantes é que ela diminui o calibre dos vasos uterinos, reduzindo assim a disponibilidade de oxigênio para o feto e também de nutrientes, causando frequentemente uma restrição de crescimento. Quanto mais a mãe fuma, o bebê recebe mais toxinas e menos oxigênio e nutrientes. A gestante também corre maior risco de desenvolver trombose, doenças cardiovasculares, e de evoluir com outras complicações como a pré-eclâmpsia.

Desta forma, é importante a grávida não fumar nem frequentar locais com fumaça do cigarro durante a gravidez. Se a mulher é fumante e deseja engravidar, uma boa dica é ir reduzindo o cigarro até deixar de fumar antes de engravidar.

- Cafeína: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma dose de 300mg por dia (cerca de três xícaras pequenas de café) é considerada segura para as gestantes. Vários estudos, no entanto, já demonstraram que o consumo de cafeína pode interferir negativamente no peso do bebê, sendo observado uma redução de 21 a 28g no peso de feto, a cada 100g de cafeína consumidas. Muitos acreditavam ainda, que a cafeína poderia estar relacionada a um parto prematuro, mas ao contrário, ela parece prolongar o tempo de gravidez. Presente no café, no chocolate, em chás, nos refrigerantes, nos energéticos e no guaraná, ela é amplamente difundida nas mesas de todo o mundo, e mesmo antes de engravidar, as mulheres deveriam reduzir o seu consumo.

 

  1. Peso, alimentação e atividade física

Obviamente, o ideal é que estejamos, todos, com o IMC (Índice de Massa Corporal) dentro do normal, que tenhamos uma alimentação equilibrada e variada e que pratiquemos alguma atividade física regularmente. Mas quando se pensa em engravidar, esses cuidados devem ser levados ainda mais a sério.

A obesidade pode causar alterações metabólicas e culminar com diversas complicações fetais e maternas:

- Fetais: macrossomia fetal (bebês muito grandes), aumento da admissão em UTI, prematuridade, natimortos, defeitos congênitos como lábio leporino, pé torto congênito, defeitos cardiovasculares e, em menor extensão, hidrocefalia e defeitos da parede abdominal, e morte perinatal. Sabe-se que há aumento no risco de defeitos do tubo neural, particularmente, espinha bífida, onfalocele e anencefalia.

- Maternas: aumento da infertilidade, de diabetes (pré-gestacional e gestacional) e síndromes hipertensivas (hipertensão crônica e pré-eclâmpsia), elevação nas taxas de cesárea, parto pré-termo, hemorragia pós-parto, infecção do trato urinário, infecção da ferida operatória, doença tromboembólica e complicações anestésicas.

A magreza extrema também pode comprometer a gestação caso haja restrição nutricional. Por isso, o ideal é buscar esse equilíbrio o quanto antes, e não somente depois de engravidar.

 

  1. Vacinação

De todos os cuidados, um dos que mais costuma ser esquecido é a vacinação. Porém, existem várias doenças, e algumas potencialmente muito graves durante uma gestação, que poderiam ser evitadas com uma simples vacina. É muito comum o adulto não ter mais o cartão vacinal ou não saber quais as vacinas que já tomou. Mas é possível realizar exames de sangue, chamados sorologias, para pesquisar a presença de anticorpos contra contra algumas doenças importantes nesse período como a rubéola, caxumba, catapora e sarampo. Quem já teve essas doenças ou já foi vacinado contra elas na infância, costuma ter anticorpos e não corre o risco de contraí-las durante a gestação. Vale lembrar que as vacinas para essas 4 doenças acima citadas, são feitas com vírus vivos atenuados, sendo contra-indicadas durante a gravidez. Por isso, se a paciente não estiver imunizada contra qualquer uma das quatro, a vacinação deve ser feita pelo menos 28 dias antes do início de uma gravidez. A vacina para hepatite B pode ser feita na gravidez sem problemas, porém também é possível realizar sorologias e antecipar a vacinação, para não deixar tudo para última hora. Já a DTPA (tétano e difteria), recomenda-se que seja feita durante a gestação, depois de 20 semanas, para todas as mulheres que não tomaram reforço nos últimos 5 anos, já que ela comprovadamente previne o tétano neonatal.

      Então, se você pretende engravidar a curto prazo, procure saber sobre a sua imunização, e aproveite para atualizar seu calendário vacinal!

 

  1. Médico, maternidade e plano de saúde

            Deixar para pensar sobre isso só depois de já estar grávida pode ser motivo de muito estresse e de muitos gastos. Os planos de saúde têm carência para parto, e os custo da internação, equipe médica e exames, somados, podem ultrapassar o preço de um carro popular, dependendo do médico e do hospital escolhido.

O ideal é que a mulher, ou melhor ainda, que o casal, antes mesmo de engravidar, procure saber sobre o tipo de parto que desejam, qual o melhor local para que ele aconteça, e que já pesquise a respeito das equipes e hospitais que atendam essas expectativas. Um dos fatores mais importantes para um desfecho positivo na gravidez e no parto é a segurança e a confiança da gestante. Preocupações com orçamento, trocas de médico, ou hospitais que não aceitam o convênio, podem transformar a gravidez, que deveria ser um período de felicidade e tranquilidade, em um momento de tensão, estresse, e até mesmo de brigas entre o casal. Por isso, planeje-se! Informe-se sobre os tipos de parto, equipes, hospitais e convênios, e faça os ajustes necessários!

 

  1. Check up

            Muitas doenças podem complicar na gravidez e com a gravidez. Diabetes, hipertensão, doenças auto-imunes e trombofilias, são alguns exemplos. Mas nem todas elas se manifestam agudamente a ponto de causar sintomas. Por isso, o ideal é que a mulher esteja com seus exames de rotina em dia: preventivo, ultrassonografia de mamas e transvaginal, e exames laboratoriais básicos, e que se investigue caso haja alguma queixa específica. Sempre que possível marque uma consulta pré-concepcional!

 

  1. Planejamento financeiro e emocional

Parece exagero, mas não é não! Ter um filho muda completamente a vida de um casal: desde a parte financeira, passando pelos relacionamentos, amizades, família, vida pessoal... E, para algumas pessoas, essas mudanças podem ser motivo de muita preocupação e também de muitos conflitos.

Ter um filho é algo maravilhoso e indescritível! Junto com ele surgem sensações deliciosas, um amor sem tamanho e uma felicidade sem fim. Massurgem também novos papéis e novas funções. Surgem novas demandas e novas emoções. Surgemmãe, pai, irmão, avó e avô, tios, primos... E com eles, a necessidade de uma readequação. Pensar sobre esses aspectos faz com que, não só os pais, mas também os parentes e as pessoas próximas, possam se organizar e se preparar, física e emocionalmente, tornando possível prevenir alguns problemas como crises de ciúme, depressão pós-parto, e brigas familiares.

“Mente sã, corpo são” – já diz o ditado. Cuidar do corpo é fundamental, mas para ter saúde isso não é tudo. Segundo a definição da própria OMS, é preciso desfrutar de um bem-estar, tanto físico, quanto mental e social! Afinal de contas, somos um todo, e não uma parte. Daí a importância de se planejar também em outros aspectos da vida. Para poder desfrutar desse momento tão único, que é a chegada de um bebê, de forma plena e tranquila.

 

Então, se você está pensando em engravidar, ou simplesmente não está fazendo nada para se prevenir uma possível gravidez, lembre-se de que agora, suas decisões e atitudes podem impactar diretamente na saúde, sua, e do seu futuro bebê.

Planejar e se cuidar, é uma forma de demonstrar amor mesmo antes do bebê chegar!

 

 

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