Criança x Pirraça

 

Para mães, madrastas, tentantes, errantes, avós, amigos e quem não deseja ser mãe nunca (principalmente você precisa ler isto!).


Respire fundo, conte até 10...1000! Vamos começar assim, jogue fora tudo que sempre achou que era certo, ou melhor, não jogue tudo, mas boa arte principalmente os “pré-conceitos” que a vida lhe pôs. Cada ser é único, singular e não me venha com aquela história que “meu filho nunca fez isso” porque é mentira.


Toda criança passa por fases, isso todo mundo sabe, os livros contam, mas sinceramente a gente só sabe o que é a famosa adolescência do bebê quando nos tornamos mães. Antes disso só sabemos que existe uma adolescência na vida, aquela que vem depois da infância e antes da juventude. Mas sim, existe adolescência do bebê e ela surge geralmente por volta dos 2 anos de idade. É a fase onde a criança começa a ter vontades próprias e achar que é dono do próprio nariz, bem parecido com a adolescência de fato, mas se você acha isso estranho, pode piorar.


E acabo de comprovar que além da adolescência existe também a pré-adolescência do bebê, que começa logo assim que o bebê começa a andar, por volta de 1 ano. É um momento crítico (no qual me encontro), quando a criança ainda não sabe nada sobre ser criança, mas é, e a mãe não sabe nada sobre ser mãe, mas é.


Aí surge aquela frustração, a mãe acha que está fazendo tudo errado, começa a ler, pesquisar e observar o filho dos outros, como se o seu fosse um extraterrestre.


A primeira pirraça a gente nunca esquece. A gente acha que só acontece com o filho dos outros mas sim, temos teto de vidro. Toda criança faz birra. Toda criança normal e saudável passa por fases, a diferença é como lidamos com elas. Existem mães que não fazem a mínima questão de “perder” tempo educando e chegam a “terceirizar” a educação, passando a responsabilidade para os avós, professores etc. Querem viver o glamour de serem mães, exporem suas barrigas lindas e seus enxovais caríssimos mas quando o bicho pega, não querem ter trabalho muito menos passar vergonha.


Sim, ser mãe é passar vergonha, é ser chamada de antiquada, cafona e muito mais. E daí? Nenhuma dessas pessoas nunca irá na sua casa te oferecer ajuda nem levar um pacote de fralda, então, ignore-as.
Antes de ser mãe, confesso que não era fã de crianças, não via muita graça nelas (eu era chata!). Achava horrível aquela cena da criança se jogando no chão e a mãe morrendo de vergonha, pegava a criança no colo e saía de perto. Eu ficava indignada, minha vontade era falar na cara dela: Você não dá educação ao seu filho não? Dá uns tapas nesse garoto e manda ele calar a boca! (Juro era isso que eu pensava!). Mas a vida é uma caixinha de surpresas e... tcharam, virei mãe! Paguei a língua por toda minha vida de chatisse.


A criança sabe que quer algo mas não sabe encarar a frustração de não ter ou de não ser na hora que ela quer. Claro, ela só tem 1 ano e 3 meses. Ela mal sabe falar, ainda faz cocô na fralda e se deixar come o próprio cocô. Como posso exigir que esse serzinho saiba que não é educado se jogar no chão, e chorar quando algo não é na hora que deseja? Keep Calm!


Não sou a favor de deixar a criança fazer o que quer, toda criança precisa de limites. Mas acho que o princípio da educação na maternidade é o amor. É impossível educar uma criança se não for através do amor. Você pode mandá-la fazer algo obrigada e ela fará, mas se você se abaixar, olhar nos olhos dela e explicar a razão pela qual ela deve fazer aquilo, ela se sentirá segura e amada, não “forçada” a fazer algo que não deseja. Talvez até faça forçadamente, mas ainda assim ela se sentirá amada.


Você pode optar por não ser mãe ou talvez a vida não tenha lhe dado a oportunidade de escolher, mas tenha certeza de uma coisa, ser mãe não é o que você pensa ser. Só se sabe como é ser mãe quando se torna. A única regra sobre ser mãe é essa! Então se você não é, por favor, pedimos, não nos julguem!


Não somos tão chatas quanto parecemos, muito menos perfeitas. Nossos filhos não são mal educados, juramos que estamos tentando educá-los, ainda que não pareça. E sim, nós os repreendemos, chamamos a atenção, ensinamos mil vez a mesma coisa, mas não necessariamente na sua frente. Geralmente fazemos isso em casa, no local certo para que as regras sejam ditadas, não no meio da rua gritando feito uma maluca.


Um dia toda criança cresce e para de se jogar no chão aos prantos. O problema é quando crianças que não são ensinadas a enfrentar suas frustrações e reprovações se tornam adultos inseguros e medrosos, mas isso já é outro assunto.
Em breve Post II.

 

* Texto escrito pela mãe amiga Chryssi Rangel, participante do nosso grupo Mães Amigas de Niterói.

 

Quer enviar um texto também? Manda email pra gente: contato@maesamigasdeniteroi.com.br

 

 

 


 

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