Tema: Profissão X Maternidade

 

Quando eu era pequena minha mãe trabalhava fora e minha avó cuidava de mim. Eu já nasci em uma época onde era comum as mulheres trabalharem fora e ajudarem a sustentar a casa. Mas, na época da minha avó as coisas eram diferentes, a maioria das mães eram somente mães, não tinham muitas opções.


Hoje é tão normal as mulheres optarem por primeiro cuidarem de suas vidas profissionais para depois escolherem a maternidade que quando o inverso acontece até soa estranho.


Sou super a favor da mulher estudar, se profissionalizar, conquistar seus objetivos, aliás, eu mesma concluí minha faculdade com apenas 20 anos, quando ainda era uma menina. Mas por opção casei logo em seguida e por opção também me tornei mãe. Acredito muito que na vida o importante é você optar por algo, se quer muito, opte! Ficar em cima do muro nunca fará você ter sucesso em nada na vida, mas, enfim, o momento mais mágico da minha vida chegou quando eu gerei outra vida.


Ouvir o som de um coração batendo dentro do meu útero foi um dos momentos mais indescritíveis da minha gravidez, até hoje me emociono quando lembro. Naquele dia eu sabia que eu estava me tornando responsável por uma vida que iria crescer e se tornar um cidadão, alguém que poderia mudar o mundo, ou ajudá-lo a ser um lugar melhor. Eu escolhi que seria uma boa mãe, que me empenharia em educar meu filho.


Mas logo que meu filho completou 4 meses começaram as cobranças, diretas e indiretas, de quando eu voltaria a trabalhar, se eu o colocaria na creche, se contrataria babá..e blá, blá blá. Sim, por um momento eu retornei ao trabalho, eu queria muito voltar ao meu ritmo de vida, sair para trabalhar, “ver gente”, e graças a minha sogrãe (sogra mãe) eu pude voltar a trabalhar meio período. Isso durou alguns meses e foi bom, não me arrependo. Mas quando meu filho estava com seus 8 meses eu decidi parar. Dentro de mim eu sentia necessidade de ser mãe em tempo integral. Eu queria participar intensamente de todas as fases dele, sem me preocupar com o mundo lá fora.


É estranho, eu sei que muita gente acha loucura uma mulher no auge da sua juventude largar tudo para ser somente mãe. “Meu Deus, mas você vai parar sua vida por causa de filho?”, não, eu não parei a minha vida. Eu optei por dedicar ao meu filho o meu melhor, o meu tempo. Salário nenhum compensa vê-lo dar os primeiros passos, dar colo quando está com febre, ensiná-lo as primeiras palavras. Hoje eu entendo que avós e creches ajudam muito mas nenhuma criação/educação pode ser melhor do que a dada pela própria mãe.


Só a gente sabe quanta coisa temos que abrir mão para o bem estar dos nossos filhos. São noites mal dormidas, unhas sem fazer, saídas com as amigas e um milhão de coisas que só nós e Deus sabemos. A questão toda é que quando a gente se torna mãe a gente se torna menos egoísta, sim, bem MENOS EGOÍSTA! A gente deixa de olhar para as vitrines com o mesmo desejo, a gente não pensa mais na gente. Todo nosso gás, nossos desejos, nossa dedicação é passada para o filho e mesmo sabendo que eles vão crescer e vão embora, a gente não ta nem aí, fazemos tudo conscientemente.


Eu sei que é difícil compreender esse discurso (as feministas que o digam), mas por atrás de toda mulher que abre mão de suas próprias realizações para se tornar mãe em tempo integral existe uma mulher que acredita que no futuro tudo vai ter valido a pena.


Não sou contra mulheres que tem dupla jornada, eu as admiro, pois não é nem um pouco fácil e a grande maioria faz isso com exemplaridade. Minha mãe foi uma, trabalhava fora, cuidava da casa, de mim e ainda conseguiu terminar os estudos depois de anos sem estudar. Mas eu desconfio que ela fez isso tudo por falta de opção, ou melhor, por não poder escolher. Ela não teve a opção de terminar os estudos, fazer uma faculdade, escolher um bom emprego, casar e enfim, ser mãe. Ela simplesmente engravidou.


Mas eu não, eu pude optar. Eu decidi engravidar e abri mão de tudo para me dedicar a isso. Talvez você também não tenha tido oportunidade de escolher, talvez tenha engravidado em um descuido e não tenha oportunidade de primeiro ter organizados sua vida. Ou talvez seja o contrário, você primeiro tenha organizado toda sua vida e agora não sabe aonde encaixar um filho. Mas posso te dizer uma coisa? Vale a pena.


E daí se eu não me tornar a Fátima Bernardes, se eu nunca for uma correspondente internacional nem chegar perto de um microfone. Talvez eu nunca chegue a ser uma jornalista famosa, e nem tenha gastrite aguda por isso, mas nunca, nunca vou me arrepender de ter sido mãe. Porque a fama passa, o dinheiro acaba, os amigos se vão, mas a família...ah, a família é quem fica!.


Na bíblia, em Mateus 6:20 diz que não devemos juntar tesouros nessa terra, onde a ferrugem a traça podem destruir e onde ladrões arrombam e roubam, mas aonde está nosso tesouro, ali está nosso coração.


E eu creio que o meu maior tesouro é a minha família, nenhuma recompensa, nenhum salário pode ser melhor do que saber que estou deixando um fruto nessa terra que fará a diferença, que poderá mudar a história da nossa nação, ou até mesmo, ajudar a transformar o mundo. Eu quero fazer parte de uma geração de mulheres que querem influenciar o mundo com seus frutos, não somente com a força das suas mãos.


Mães, orem pelos seus filhos! Deixem para eles o seu melhor. O melhor não são presentes caros, escolas particulares, roupas de marca. Se você deixar para eles uma boa educação e principalmente o amor, eles terão tudo de melhor quando crescerem, batalharão e conseguirão tudo que quiserem.
Mulheres, não tenham medo de serem mães! Parem de botar a culpa do mundo, “Deus me livre colocar um filho no mundo com toda essa violência!”, pense que através de você pode nascer alguém que vai ajudar o mundo a ser melhor. Se nós pararmos de ser mães, logo o mundo será um caos.


Filhos sem mães são órfãos. Ta aí a resposta para tanta gente sem amor no mundo, é que tem muito órfão de mãe viva.
Até o próximo post!
 

 

* Texto escrito pela mãe amiga Chryssi Rangel, participante do nosso grupo Mães Amigas de Niterói.

 

Quer enviar um texto também? Manda email pra gente: contato@maesamigasdeniteroi.com.br

 

 

 

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