Trombofilia: 37 semanas de luta para o bebê nascer e 13 dias de luta na UTI para sobreviver

Nunca perca a Fé!

 

Meu nome é Tatiana, sou mãe do Luiz Bento de 7 meses. Bom vou resumir, entre uma mamada e outra minha história. Comecei a tentar engravidar quando tinha 35 anos, hoje tenho 39 anos, 6 meses depois eu estava grávida, porém 1 semana depois tive um sangramento e perdi o primeiro bebê, a medicina diz que perder o primeiro é perfeitamente "normal".

 

Dessa forma, depois de dois meses, fomos liberados para tentar novamente.

 

Mais uma vez engravidei e na tão sonhada ultra para ouvir os batimentos cardíacos do feto, fomos arrebatados por um grande silêncio, mais um aborto, esse mais dolorido do que o outro, pois tive que seguir procedimento, ficar 1 semana aguardando para fazer uma nova ultra e em seguida a curetagem, uma dor que não desejo a ninguém, peito de grávida, cara de grávida, mais apenas isso.

 

Neste dia em que tive que fazer o procedimento comecei a ter contrações  horríveis e fui colocada  em um quarto enfermaria, eu e uma grávida, eu sentindo contração por estar perdendo e ela por estar parindo, foi uma situação muito ruim. Meu marido, que é uma bênção na minha vida, para deixar  o clima melhor chegou para moça e disse: “Muita saúde para seu bebê"!   Em seguida a moça muito sem graça disse para gente: “Deus abençoe vocês! 


No dia da minha alta, apesar do esforço da minha médica, meu anjo de jaleco, em evitar que eu veja o enfeite de maternidade ao lado do meu quarto escrito” Bem vindo Bento”(nome decidido por mim e pelo meu marido desde que decidimos engravidar) dei de cara com ele, e minha dor aumentou ainda mais e saí da maternidade acabada”.


Bom, então fomos a uma nova etapa, a investigação, mais de 100 exames, fui virada do avesso e com a graça de DEUS descobri o que tinha: trombofilia. Trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo, é um problema grave de saúde e precisa ser tratada o mais rápido possível. Se ignorada, pode trazer sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. O risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta.

 

Depois de 6 meses fui liberada para tentar novamente, 1 mês depois estava grávida, mais agora já conhecíamos meu inimigo e já sabíamos como combatê-lo.

 

Então surgiu uma nova etapa, a obtenção da vacina, através do SUS, pela prefeitura de Niterói, fiz a solicitação e oficializei o pedido em carácter de urgência. Estou esperando até hoje a resposta. Para uma mãe com trombofilia, a cada dia que se passa sem a medicação é menos um dia de chance de sobrevivência do bebê.

 

Porém Deus está sempre agindo em nossas vidas e fomos agraciados por uma paciente da minha médica que tinha meses de medicação para doar e um doador anônimo que fez a doação do tratamento até o final da gestação. Agradeço muito a nossos anjos que tornaram possível a realização do nosso milagre, seremos eternamente gratos.

 

Durante 9 meses tomei enoxoparina sódica na barriga, foram quase quinhentas injeções, aplicadas por mim com muita coragem, afinal era minha bênção que eu estava carregando.


Dia 29 de setembro, acordei com um pressentimento ruim, meu bebê não mexia muito. Fui para emergência e lá ouvi da minha médica: Tati, meu coração manda tirar o Luiz Bento daí, eu irei ouvir meu coração. Meu pequeno já estava entrando em sofrimento fetal, devido à trombofilia. Então nasceu prematuramente o amor da minha vida, minha razão de viver. Luiz Bento ficou 13 dias na Uti, pois teve uma pausa respiratória e uma infecção. Saiu dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, a qual sou devota. Meu guerreiro está super saudável, grande e risonho. Cada dia que passa fico mais apaixonada pelo meu guerreiro que venceu minha trobofilia e os desafios que tão novinho a vida lhe deu.


Se me perguntarem se tomaria as injeções novamente eu irei responder: Uma por uma!

https://www.facebook.com/Minha-Rotina-de-M%C3%A3e-1690506807873510/?fref=ts

 

Trombofilia é a mesma coisa que trombose?

A trombofilia é a propensão para desenvolver trombose (obstrução dos vasos sanguíneos devido o aumento da coagulação sanguínea) e pode ocorrer por mutações ou deficiências na produção dos fatores de coagulação.

Qualquer pessoa pode ter Trombofilia?  
A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida. Nos casos de trombofilia adquirida, a obesidade, o tabagismo, o diabetes, a pressão alta e mesmo o uso de anticoncepcionais são fatores de risco.


Qual a relação entre Trombofilia e abortos de repetição?

As portadoras de trombofilia têm mais chance de apresentar complicações na gravidez, incluindo abortos de repetição, hipertensão, restrição de crescimento intra-uterino (RCIU) e parto prematuro.
Importante lembrar que existem vários tipos de trombofilias, mas a SAAF (Síndrome do anticorpo antifosfolípede) é a responsável por cerca de 16% dos abortamentos de repetição. De qualquer forma, apenas 0,5 a 4% dos casos de paciente com trombofilias desenvolverão complicações na gestação.

Mas, por que muitas mulheres só descobrem a Trombofilia na gestação?

É que nesse período há um aumento natural da coagulação do sangue (hipercoagulação) justamente para ajudar na contração uterina e no controle da hemorragia pós-parto. Porém, a chance de produzir trombos que podem obstruir vasos da placenta e ocasionar abortos precoces de repetição, óbito fetal, descolamento prematuro de placenta e eclâmpsia precoce também aumenta.

 

Por que é tão difícil obter o diagnóstico precoce da Trombofilia?
A trombofilia associada a problemas na gravidez muitas vezes é assintomática, o que acaba dificultando o diagnóstico. É uma inimiga silenciosa, não detectada em exames de sangue de rotina, apenas em exames específicos, que só costumam ser solicitados quando há antecedente familiar ou abortos repetidos.

 

A Trombofilia pode ter influência na (in)fertilidade?
Essa ligação é considerada incerta no mundo científico, porém o tratamento da trombofilia costuma melhorar as chances de uma gravidez de sucesso. A doença também estaria relacionada à dificuldade de implantação do embrião ou, como falamos, abortos de repetição (quando há perda de 3 gestações seguidas).

 

Dados obtidos:
http://muitoalemdasfraldas.blogspot.com.br/search/label/Cinthia%20F

 

Texto escrito pela mãe amiga Tatiana Gregio, participante do nosso grupo Mães Amigas de Niterói.

 

Quer enviar um texto também? Manda email pra gente: contato@maesamigasdeniteroi.com.br

 

 

 

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