Como abordar o luto com crianças?

Primeiramente, é importante pontuar que a aquisição do conceito de morte pelas crianças não está meramente correlacionado à idade. Ele depende também dos aspectos social, psicológico, intelectual, bem como das experiências de vida dessa criança.

 

Para falar de morte com crianças deve-se utilizar linguagem simples e direta, bem como uma informação real, pois ela compreende literalmente a linguagem adulta. No entanto o conceito de “morte” e sua compressão total só é adquirida pela criança  por volta dos 5 a 7 anos.

 

O tema morte / luto deve ser exposto na vida da criança através de imagens, textos - trabalho largamente utilizado de forma terapêutica através dos contos e histórias infantis – de forma simbólica da vida cotidiana da criança. Não significa estar o tempo todo falando no assunto também, e sim, falar dele com bom senso, sem exageros ou proteção em excesso.

 

O mentir ou omitir não evita o sofrimento, como muitos pais acreditam, mas apenas faz com que as crianças vivam uma situação sofrida sem saber nomeá-la, o que pode causar fantasias terríveis e desesperadoras.

 

Dentro desse contexto, não permitir ou não possibilitar à criança que o assunto morte, perda e terminalidade seja trazido à tona é fazer com que se crie espaços de grande sofrimento emocional. Impedir a organização e a vivência da dor, expressa e manifesta, é impedir a criança de simbolizar a mais dura das experiências humanas, a morte; não permitindo assim de que a criança tenha possibilidade de expressar a vida, já que esses conceitos estão intimamente ligados.

Para ajudar a criança no processo de luto é preciso:


- Propiciar, primeira e impreterivelmente, um ambiente seguro no contexto familiar e escolar, promovendo a comunicação aberta, onde a criança é informada sobre o que acontece e podendo também expressar o que sente sobre, sem limitações;

- Garantir que ela terá o tempo necessário – esse indefinido - para elaborar o luto;

- Assegurar a ela um ouvinte compreensivo que sempre poderá expressar lástima, medo, tristeza, culpa raiva e saudade;

- Oferecer sempre proteção, em todos os estágios.

 

- Utilizar histórias, livros lúdicos como:

·         “O que acontece quando alguém morre?” Autora: Michaelene Mundy;

·         “Virando estrela”, Autor: Jonas Ribeiro;

·         “Um lugar no coração”, Autor: Annette Aubrey.

 

Assim, manter um ambiente propício para que a criança expresse seus sentimentos é fundamental. O próprio atendimento psicológico se dá dessa forma. É oferecido à criança um espaço protegido, de confiança, de escuta e cuidado, para que ela tenha a oportunidade de projetar seus medos, suas fantasias e assim, aliviar-se do sofrimento. No entanto, a família tem um importante papel nesse sentido. Sabendo-se das mudanças inevitáveis que ocorrem na rotina da vida dessa criança, na medida do possível deve se procurar manter o máximo possível preservadas as atividades antes realizadas.

 

 

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